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Publicado em 13/08/2017 às 8:47 - Autor:

Sem bandas locais, show de Capital Inicial tem imprevistos e euforia do público

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O show da banda Capital Inicial, na noite de ontem, reuniu cerca de 3,5 mil pessoas na Arena Green Hall. O grupo foi recebido com euforia pela multidão campo-grandense. Apesar do clima de celebração, de um público carente de grandes atrações de rock, a noite foi marcada por alguns imprevistos e cancelamentos.
As apresentações dos artistas regionais, que abririam a noite, não aconteceram. Bêbados Habilidosos, Dreew, Guga Borba, Naip e Plebheus ficaram de fora da festa. Apenas o cantor Chicão Castro, e sua banda, subiram ao palco, como combinado.

O motivo dos cancelamentos teria sido a ventania da tarde de ontem. A estrutura do palco, que chegou a balançar, ficou comprometida. Uma equipe de bombeiros teve que fazer uma vistoria e só liberou o acesso após a cobertura do palco ser retirada. Por isso, as bandas, incluindo a Capital Inicial, não tiveram tempo hábil para passar o som. Às 17h30, os shows regionais foram cancelados. Mais tarde, à noite, foram chamados de volta.

“Eu estava muito chateado, já tinha deitado para dormir”, contou Chicão ao Lado B, logo após sua apresentação. “Mas aí ligaram de volta, dizendo que daria pra fazer, sem passar o som. Eu vim. Os outros não conseguiram. Eu tentei representar todos eles lá em cima, citei seus nomes duas vezes”, diz o artista.
O vocalista da Plebheus, Leonardo Ricartes, chegou com atraso. Deu tempo de subir e cantar a última música com Chicão. “Foi ótimo, de qualquer forma”, descreveu.

“Nós sempre buscamos valorizar a música regional. Infelizmente, aconteceu esse imprevisto”, disse um dos organizadores do evento, Marcos Yule. “Tivemos que colocar a segurança em primeiro lugar”, justificou.

Teve gente chateada, como a recepcionista Diandra Alvarenga, de 28 anos. “Eu queria ver os Bêbados Habilidosos. Só fiquei sabendo do cancelamento aqui”, lamenta. Outra reclamação foi em relação à área VIP. A jornalista Gilvana Krenkel, de 23 anos, levou a mãe, que é super fã do Capital Inicial, para ver os ídolos de pertinho. “Eu liguei para a produção e me disseram que o convite da área VIP daria acesso direto ao palco. Cheguei aqui e tem uma grade nos separando. O camarote que ficou na frente. Faltou organização, não foi o que me falaram por telefone”, reclamou.

A parte positiva – Mesmo com os problemas, o público aprovou o show de abertura de Chicão Castro, que cantou de Trem do Pantanal a Pais e Filhos, junto de um coral formado pela plateia. “Eu estava receoso com a recepção ao repertório, mas foram receptivos. Meu aniversário foi ontem, e hoje foi um presente”, disse o artista.
Sem muito atraso, às 00h40, o Capital Inicial subiu ao palco. Abriu com um hit recente, Depois da Meia Noite, de 2010. Logo, começaram a “tirar as velharias da gaveta”, nas palavras de Dinho Ouro Preto. Cantaram sucessos como Toda as Noites, de 1991, e Tudo que Vai, de 2000.

Entre os fãs, muitos jovens, como o trio de amigas Wendy Barbosa, 21, Priscila Oliveira, 23 e Sara Alcantra, de 18, que não gostam de sertanejo e adoram a banda. E também muita gente mais velha, como Fátima Batista, de 60 anos, que dançava e pulava a cada música. “Está maravilhoso”, resumiu, antes de voltar aos seus passos de dança.
Com um clima tranquilo e uma cerveja relativamente barata para um evento desse porte, por apenas R$ 5,00 a lata, o show transcorreu sem maiores imprevistos, com ponto alto nos grandes hits da banda, como A Sua Maneira e Primeiros Erros.

“Campo Grande está bem servida de locais de rock, mas falta atrações de fora como essa”, opinou o empresário André Zaman, de 42 anos, que curte o gênero, mas diz que não é tão fã do Capital Inicial. De qualquer forma, pra não perder uma oportunidade tão escassa nos dias atuais, resolveu ir ao show. “Não quisemos ficar em casa”.

Eduardo Fregatto – Campograndenews
Foto: Marcos Ermínio

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