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Publicado em 15/03/2017 às 7:03 - Autor:

Greve em massa começa nesta quarta em escolas municipais e estaduais

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A partir desta quarta-feira, educadores de Mato Grosso do Sul entram em greve por tempo indeterminado. A mobilização nacional tem como proposta confrontar as reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo Governo Federal. Em Dourados e Campo Grande, a categoria está mais mobilizada e a estimativa é a de que a maioria das escolas municipais e estudais estejam fechadas.

Contrário à greve, o governador Reinaldo Azambuja já avisou que irá cortar o ponto do educador que deixar de trabalhar. À imprensa na Capital, ele falou que o motivo da paralisação é injusta, por tratar-se de uma reivindicação nacional. Para Azambuja, os professores não podem prejudicar os alunos por uma greve que não tem motivo, por ser política de federação. O governador avisou que tomará medidas judiciais.

A ameaça de corte de salário não intimidou os professores que mantêm calendário de greve por tempo indeterminado. Em Dourados, os educadores vão se concentrar na praça Antônio João a partir das 8h de amanhã. Eles vão utilizar carro de som e poderão sair às ruas. A categoria dos professores no município é a maior e mais atuante quando se trata de reivindicação trabalhista, mobilização.

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Municipal em Educação (Simted), Gleice Barbosa, diz que a paralisação não é em prol dos professores, mas sim em nome de todos os trabalhadores, independentemente se for de empresa privada ou servidor público.

A Secretaria Municipal de Educação em Dourados não se manifestou contraria à greve até o momento, mas também não se solidarizou ao movimento de paralisação. Caberá aos pais dos alunos entrar em contato com a coordenação de cada escola ou Centro Educacional Infantil (Ceim) para se informar sobre a adesão dos professores à greve. Cada unidade de educação é responsável pela adesão ou não à greve.

Centrais sindicais
Não são apenas os educadores que estão descontentes com a reforma trabalhista. Demais categorias também vão se mobilizar amanhã com manifestos, porém não se fala em greve geral. Em Campo Grande foi criado, inclusive, o “Comitê estadual contra a Reforma da Previdência”.

Com slogan “Vamos trabalhar até morrer”, entidades como a Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) e Intersindical (Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora) mobilizam trabalhadores em todo o Estado e estão organizados para realizar protestos amanhã em Campo Grande e no interior.

Flávio Verão Douradosagora
Foto – Hedio Fazan

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