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Publicado em 22/08/2017 às 10:28 - Autor:

DOURADOS: Hospital da Mulher e da Criança vai reverter superlotação, diz ministro

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O Ministro da Educação Mendonça Filho disse que o Hospital da Mulher e da Criança, cujas obras de construção foram lançadas ontem em Dourados, tem o objetivo de suprir a demanda de atendimento e diminuir os casos de mortalidade infantil.
“A finalidade da nova estrutura é justamente garantir um cuidado especial com as gestantes e os bebês, além de ampliar as atividades de ensino e pesquisa, que são inerentes ao Hospital Universitário. Com certeza será uma das mais modernas estruturas de saúde pública especializadas em obstetrícia do Estado”, destacou o ministro que cumpriu agenda ontem em Dourados. Mendonça Filho também inaugurou o Bloco D da Univerdidade Federal da Grande Dourados e o Centro Estadual de Educação Profissional, que fica ao lado do Parque do Rego D’Água.

O deputado federal Geraldo Resende, que é autor de emendas federais para a construção do novo hospital, destacou a importância da nova unidade. “Atualmente a taxa de ocupação na maternidade do Hospital Universitário é de 182%, ou seja, quase o dobro. São 25 leitos de obstetrícia e 6 leitos de ginecologia contratualizados, mas a demanda é sempre muito maior do que isso. Além desse fator temos a questão da mortalidade infantil em que Dourados, com cerca de 15,86 óbitos por 1 mil nascidos vivos, está acima da taxa nacional que é de 15,7. Em Mato Grosso do Sul a taxa é de 15,9 , segundo dados do IBGE. Diante de dados preocupantes como esse em que vidas estão em jogo, o Hospital da Mulher e da Criança será um grande divisor de águas na obstetrícia do Estado”, destacou o parlamentar.

Estrutura
Serão liberados de imediato a quantia de R$ 10 milhões para o início das obras de construção do Hospital da Mulher e da Criança, que custará R$ 51 milhões e já conta com investimentos garantidos pelo governo federal.
A unidade será construída em área anexa ao Hospital Universitário (HU) da UFGD, para atender mulheres e crianças de Dourados e região. A primeira etapa terá início nos próximos dias, com uma previsão de entrega em dois anos. Após a conclusão de cada fase, o espaço já poderá ser utilizado, sem interferir nas demais etapas.

A edificação terá área construída de 6.370,68 metros quadrados, além de 18 mil metros quadrados de urbanismo e infraestrutura completa. Já na primeira etapa, o hospital vai ofertar 55 leitos e serviços de pronto-atendimento pediátrico, pronto-atendimento obstétrico, alojamento conjunto da maternidade, Centro de Parto Normal com cinco quartos PPP (Pré-parto, Parto e Pós-parto), Centro Obstétrico com quatro salas cirúrgicas, Ambulatório Pré-Natal de Alto Risco, além de estruturas de apoio, como sala de plantão, área de apoio a Ensino e Pesquisa, brinquedoteca e área de convivência, com café e recepção geral.

Na segunda etapa, serão construídos 3.304,42 metros quadrados, consistindo em uma estrutura que vai abrigar mais 80 leitos, distribuídos entre as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) Pediátrica e Neonatal, Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs), além de estruturas de apoio, como Banco de Leite Humano, Ambulatório Segmento Recém-Nascido, plantão e apoio ao Ensino e Pesquisa. Nessa fase, o prazo de execução será de 12 meses.

De acordo com a UFGD, o novo hospital é a maior obra de infraestrutura desde que foi construído, há mais de dez anos. Para a gestora do HU-UFGD, Mariana Croda, representa um grande avanço. “Para nós é uma vitória, pois há anos estamos alertando sobre a insuficiência de leitos na linha materno pediátrica na macrorregião de Dourados. Essa Unidade vai permitir não apenas que aprimoremos o atendimento à população, mas também aponta para possibilidades de ampliar as atividades de ensino e pesquisa, que são inerentes ao Hospital Universitário. Tudo isso se deve à ação da Ebserh e do Ministério da Educação, e também ao empenho dos parlamentares de Mato Grosso do Sul, em especial o deputado Geraldo Resende, que trabalha arduamente para ver esta obra saindo do papel”, comenta.

O parlamentar disse que a luta começou em 2009 com a garantia de recursos da ordem de R$ 12,9 milhões em 2010, os quais foram perdidos por questões burocráticas pela gestão da UFGD. “Mesmo assim, as articulações para a conquista de novos recursos tiveram continuidade com o apoio da bancada federal, principalmente dos senadores Waldemir Moka, Simone Tebet, Carlos Marum, Tereza Cristina e Luiz Henrique Mandetta. Como médico obstetra era um grande sonho poder garantir essa estrutura para que mulheres e crianças pudessem ter um atendimento a altura do momento tão único e especial que o dar a luz, gerar uma vida e trazê-la a esse mundo. Também será um grande divisor de águas para os nossos estudantes que poderão fazer a residência médica em obstetrícia em Dourados”, destacou.

Valéria Araújo – Douradosagora

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